
Governo dos EUA divulga terceira leva de arquivos sobre UAPs e revela novos casos envolvendo esferas luminosas
O governo dos Estados Unidos liberou uma terceira leva de documentos sobre UAPs (fenômenos anômalos não identificados), incluindo vídeos, fotos e relatórios oficiais. Entre os casos analisados estão esferas luminosas e objetos aéreos que continuam sem explicação definitiva. As autoridades afirmam que os arquivos não comprovam origem extraterrestre, mas reforçam o compromisso de transparência e investigação desses fenômenos.
Washington, 14 de junho de 2026 — O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) divulgou nesta semana a terceira leva de documentos desclassificados relacionados aos Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs), ampliando o esforço de transparência iniciado pelo governo norte-americano em maio deste ano.
A nova liberação inclui 72 arquivos adicionais, entre vídeos, fotografias, registros de inteligência, depoimentos de testemunhas civis e militares e relatórios produzidos por agências como o FBI, CIA e Pentágono. Com esta atualização, o total de materiais disponibilizados ao público se aproxima de 300 registros oficiais.
Entre os casos que mais chamaram a atenção dos pesquisadores estão diversos relatos envolvendo esferas luminosas vermelhas e brancas observadas no nordeste dos Estados Unidos. Em um dos episódios, testemunhas descreveram uma esfera avermelhada contendo um núcleo brilhante semelhante a um “sol de plasma branco”. Em outro caso, agentes federais registraram múltiplos objetos luminosos capazes de mudar de forma, dividir-se em unidades menores e permanecer pairando sobre uma área isolada durante longos períodos.
Os documentos também apresentam investigações sobre objetos de formatos incomuns. Um relatório militar de 2022 descreve um objeto comparado a uma “batata metálica” com superfície irregular observada próximo a Colorado Springs. Apesar das análises realizadas, os investigadores não conseguiram determinar uma explicação conclusiva para o fenômeno.
Segundo o Pentágono, os novos arquivos permanecem classificados como casos não resolvidos, o que significa que as evidências disponíveis não permitiram identificar de forma definitiva a natureza dos objetos observados. O órgão reiterou que a divulgação dos documentos não constitui evidência de origem extraterrestre nem confirma alegações de programas secretos de recuperação de naves.
A divulgação faz parte da iniciativa governamental conhecida como PURSUE (Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters), criada para centralizar a publicação gradual de registros históricos relacionados aos UAPs. A primeira leva de documentos foi liberada em 8 de maio de 2026, seguida por uma segunda publicação em 22 de maio.
Especialistas continuam divididos sobre o significado dos novos arquivos. Enquanto pesquisadores favoráveis à ampliação dos estudos sobre UAPs consideram a divulgação um marco histórico para a transparência governamental, analistas céticos argumentam que muitos dos casos podem envolver fenômenos atmosféricos raros, falhas de sensores, drones ou tecnologias experimentais ainda não identificadas.
Para a comunidade de pesquisa ligada ao Observatório UAP Brasil, a nova liberação reforça uma tendência observada nos últimos anos: governos e instituições científicas estão tratando os UAPs cada vez mais como um tema legítimo de investigação, especialmente sob a perspectiva da segurança aérea, defesa e monitoramento de fenômenos anômalos.
Até o momento, nenhuma das três levas de documentos divulgadas pelo governo dos Estados Unidos apresentou provas conclusivas da existência de tecnologia não humana ou de origem extraterrestre. Entretanto, dezenas de ocorrências permanecem oficialmente sem explicação.
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